O processo de cidadania italiana passa por várias mãos — genealogista, cartório, tradutor, advogado ou assessoria — e a tradução juramentada é só uma das etapas, mas costuma ser onde mais dúvidas aparecem. Este guia situa essa etapa dentro do caminho completo, do levantamento da documentação ao reconhecimento.
1. Levantamento genealógico e das certidões
Tudo começa mapeando a linha de descendência até o ascendente italiano e reunindo as certidões correspondentes — nascimento, casamento e óbito de cada geração envolvida, além da CNN (Certidão Negativa de Naturalização) quando aplicável. Esse levantamento normalmente é conduzido pelo próprio requerente, por um genealogista ou pela assessoria/advogado responsável pelo processo.
2. Reunir e apostilar os documentos brasileiros
Com as certidões em mãos, os documentos originais que serão traduzidos precisam ser apostilados em cartório no Brasil. Veja o checklist completo de quais documentos costumam entrar nessa lista no artigo sobre documentação.
3. Tradução juramentada para o italiano
Os documentos apostilados seguem para tradução juramentada. Quando feita diretamente na Itália, a tradução já nasce com validade no país onde será usada — sem precisar de um novo apostilamento sobre a própria tradução, diferente do que aconteceria se o serviço fosse feito no Brasil (entenda a diferença no artigo sobre apostilamento e no artigo sobre tradutor juramentado). Enquanto os originais físicos ainda estão em trânsito, os PDFs já podem ser enviados para adiantar a tradução.
Enviar os PDFs adiantado, antes mesmo dos originais chegarem à Itália, é o que costuma reduzir mais tempo nessa etapa do processo.
4. Protocolo do processo
Com a documentação traduzida e juramentada em mãos, o processo pode ser protocolado — seja pela via administrativa (Comune ou Consulado), seja pela via judicial, dependendo da estratégia definida com o advogado ou assessoria responsável. Essa etapa foge do escopo da tradução e é conduzida inteiramente pelo profissional escolhido pelo requerente.
5. Acompanhamento até o reconhecimento
Depois de protocolado, o processo segue em acompanhamento pelo advogado ou assessoria até a confirmação do reconhecimento da cidadania. O prazo dessa fase varia bastante conforme a via escolhida e a demanda do órgão responsável.
Erros mais comuns que atrasam o processo
- Traduzir antes de apostilar — o apostilamento do documento original brasileiro deve acontecer antes do envio para tradução, não depois.
- Usar tradução não juramentada — uma tradução comum, mesmo correta, pode ser recusada por não ter validade legal.
- Apostilar a tradução feita na Itália — quando a tradução já é juramentada em território italiano, não há necessidade de apostilá-la novamente.
- Esquecer a CNN — documento menos conhecido da lista, mas cada vez mais exigido junto às demais certidões.
- Esperar os originais físicos para começar a traduzir — os PDFs já podem seguir para tradução enquanto o correio ainda está a caminho.
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